Fragmental

9/08/2005

Como não construir uma Comunidade

Eu sempre fui um cara mais pratico e menos poitico com respeito a JUGs. Dessa vez, nao vou poder deixar de falar.

É pertubador (apesar de nao ser nada estranho ou imprevisível) que pessoas que falam tanto, o tempo todo, em comundiade, como SãoJava, haja de uma forma tão peculiar.

Para quem ainda não sabe, SãoJava aportou no Rio de Janeiro com JUG e templo próprios. Mais um JUG no Rio? ÓTIMO! Acho que depois de bater um papo comigo ou ler uns posts neste blog dá pra perceber que eu me preocupo com o esvaziamento do Estado, e não é coisa de bonzinho não, eu simplesmente não quero ser obrigado a me mudar do lugar que quero ficar por não ter opções.

Este não é o segundo JUG no Rio, existem outros de empresas, universidades ou em outras cidades do Estado. De uma maneira maior ou menor, eles sempre cooperaram, ou pelo menso não competiram. Divulgaram e lutaram pelas mesmas coisas. Realmente o estado precisa de mais movimento, mais JUGs, mas alguém que teoricamente preza tanto a tal "Comunidade Java" resolve criar um grupo paralelo e independente, sem buscar qualquer tipo de aproximação. É simplesmente ridículo este clima de competição entre ONGs, se ninguém ganha nada com isso, a não ser o fortalecimento da tal Comunidade, pra que essas coisas SãoJava? Por que não unir ao invés de separar? Agir em conjunto? Dialogar? Vou consultar o código canônico pra ver se santo se contradiz.

Se fosse o José das Couves ali da esquina, eu não ia achar nada. Só acho que depois de encher tanto o saco com palestras, artigos, spam, bandeirinhas do Brasil, gritinhos e palminhas e todo o marketing sobre a tal "Comunidade de Desenvolveores Java Brasileira", eu perdi alguma coisa. Vai ver no meio da gritaria eles deixaram claro e eu não ouvi, a "comunidade" é a comunidade deles. Afinal, eles SãoJava.


 
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