Fragmental

8/30/2005

WebLogic & Mercado Carioca

Dois assuntos que tem muito pouco a ver, mas me ocorreram hoje.

A coordenação do RioJUG foi convidada junto com clientes e parceiros para uma demonstração do novo Bea WebLogic 9 (aquele com o diabinho que parece desenhado pelo mesmo cara que desenhou o Tomcat, confira abaixo).

Eu considero a Bea uma empresa muito razoável no que faz, e pela apresentação a nova versão do WebLogic traz coisas muito, muito, muito legais, como possibilidade de rodar duas instâncias de uma mesma aplicação com versões diferentes, configuração atômica (nada de urânio, plutônio ou deuteronômio, apenas transacional) e scripting.

Eu tenho um pet project que não avançou muito de colocar um Shell no JBoss. Onde eu trabalhava (já falei que mudei de emprego?) isso era muito útil, principalmente acessando máquinas dos clientes via uma VPN fedorenta, tendo que atravessar mil servidores para chegar na máquina de produção... enfim. A minha alternativa (como o que pretendo no Funky) é algo independente da linguagem, mas bem focada em Groovy (BeanShell é legal também).

Eu estava ansioso por saber como é o scripting do WL, e não é que eles usam...Python! Pelo que o cara de marketing falou (aliás, pausa aqui: O cara de marketing era muito, mas muito mesmo mais técnico que todos os outros que já conheci, seja da IBM, Sun, Microsoft, Novell...o cara deu um parecer técnico-porém-marketeiro muito legal) que ele roda sobre Jython. Não tive a chance de perguntar o porque, vou pesquisar por aí, alguém sabe de algo?

Não me entendam mal, Python é legal, a Bea investir em algo aberto como Jython é legal... mas o JCP está padronizando três linguagens de script (Groovy, BeanShell e JavaScript), pra que uma tão alienígena?

Eles estão trabalhando junto com o Rod Johnson para prover um suporte melhor ao Spring que outros AS. Vamos ver...

Eu curto o estilo deles. Tá certo que tudo que a Bea faz é comprar empresas que fazem algo legal (Tuxedo, WebLogic...), mas eu curto. Apesar disso, ainda sou adepto ao JBoss, mas num ambiente onde software-livre não entra, seria minha primeira escolha.

O problema da Bea é tentar vender toda aquela parafernalha quase-RAD com Workshop, Beehive, portal, blablabla. O velho truque de vender ferramentas que vão esconder o fato dos seus "profissionais" serem apertadores de parafuso. Vão mesmo?

Ah, o logo:

A imagem “http://contact2.bea.com/bea/www/diablo/banner_diablo_dnload.gif” contém erros e não pode ser exibida.

Gostei da audácia do slogan, parece coisa do WinAmp :)

Só eu que acho eles parecidos?

A imagem “http://www.javaportal.it/images/NEWSS5/diablo.gif” contém erros e não pode ser exibida.

A imagem “http://jakarta.apache.org/tomcat/images/tomcat.gif” contém erros e não pode ser exibida.

Nota: Não ganhei comissão (aidna, ao menos) por este post. Na verdade não ganhei nem um CDzinho demo do Diablo :(

Por último, conversando com as pessoas no evento, vi o que já é fato conhecido: está todo mundo procurando desenvolvedor no Rio. Você não acha ninguém bom sem emprego e/ou ganhando pouco.

Achar um profissional JSP+JavaBean é mole. Profissional razoável? Prepare-se para gastar uma grana. Profissional bom? Conheço gente que está procurando ha um ano, literalmente. O emrcado aqueceu e os desenvolvedores sumiram... cadê vocês?


 
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