Fragmental

8/09/2005

De Volta ao MCDonald's

Começaram as aulas no McDonald's.

Eu me inscrevi em algumas matérias com títulos bem ttneressantes: Tópicos Especiais I e II e Tópicos Especiais em Linguagem de Programação.

Tópicos I foi ontem. JSP e Servlets. Imagine um treinamento meia-boca sem computador. Eu não acho que aula de computação tenha que ter computador sempre, porém aquilo não é uma aula, é um overview.

Hoje foi Tópicos Especiais em Linguagens, matéria de último (8º) período. PHP. PHP? PHP! Essa foi especial, o professor falou que vai usar as três primeiras aulas (umas 4,5 horas/aula) para instalar o PHP e o Xitami em Windows (nem Apache o cara usa!). Ah, essa é sem computador também, essas aulas vão ser no datashow. Três trabalhos, um em HTML, um em PHP e um em XML (validando cotnra um DTD, parece).

Não é um curso de extensão, não é uma matéria optativa, é uma matéria do bacharelado.

Eu também tive que ouvir que não existe linguagem mais rápida na web que PHP, que esta não tem máquina virtual, pelo contrário, o objetivo de PHP é ser "perto da máquina".

Teoricamente, estes alunos já viram C, C++, Java (um semestre cada), conhecem todas as camadas do TCP/IP (dois semestres), o básico de sistemas operacionais e sistemas distribuídos (dois semestres), e bancos de dados relacionais (dois semestres). E ninguém sabe nada.

Depois me perguntam porque eu não levo a Estácio a sério. Depois me perguntam porque sou contra regulamentar a profissão e exigir diploma de terceiro grau.

Ah, e isso não acontece só no McDonald's não, que fique bem claro. Além de tantas outras concorrentes, eu conheço vários bacharelandos e mestrandos de universidades excelentes que não sabem absolutamente nada de nada.

A diferença é que estes tiveram uma chance de aprender. E de graça.


 
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